Escoltas: O Sátiro encontra um campista

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Re: Escoltas: O Sátiro encontra um campista

Mensagem por Atlas Pecis em Seg Out 28, 2013 1:06 pm

Olá, não sei excluir post ;-; Então eu fiz outro, só que agora com o texto certo.
Vou deixar esse assim, até eu descobrir como excluir post's.
Obrigado pela consideração, e se alguém souber excluir, HELP, me explique por favor.


Última edição por Atlas Pecis em Seg Out 28, 2013 2:34 pm, editado 3 vez(es)
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Re: Escoltas: O Sátiro encontra um campista

Mensagem por Arya Stark em Seg Out 28, 2013 2:06 pm

Meu nome é Arya Stark, tenho 14 anos e, atualmente, não tenho uma casa de verdade. Quer dizer, acho que nunca tive uma casa de verdade. Durante toda a minha vida eu fui mudando de casa. Sempre com um parente diferente. Nunca me sentindo realmente feliz. Meu pai abandonou a mim e a minha mãe logo que nasci. Isso fez com que ela enlouquecesse, literalmente.
Agora ela mora permanentemente em uma casa psiquiátrica, ou um hospício se você preferir.
Tenho cabelos pretos ondulados que vão até minha cintura. Sou gorda e morena.
O lugar que fiquei por mais tempo foi a casa de minha tia Mary em Nova York. Nós moramos sozinhas em um apartamento minúsculo. Ela trabalha como faxineira de uma escola particular super cara pra riquinhos chatos. Isso fez com que eu, automaticamente ganhasse uma bolsa para estudar lá. Legal né? Não.
Não sou uma pessoa sociável. Meu único amigo na escola é um garoto esquisito que se chama Simon. Ele anda mancando, é cheio de espinhas e tem uma voz irritante, o que é quase insuportável, pois ele fala demais. Vivo dizendo pra ele me deixar em paz, mas ele não desiste nunca.
Acho que saí um pouco da iniciativa da história. Recomeçando, então.
Era uma vez...
Ahh droga, odeio clichês como “era uma vez” ou “e eles viveram felizes para sempre”. Então vou ser direta.
Eu estava indo pra o refeitório da escola almoçar e tentava ignorar os comentários de duas garotas de minha série que estavam me zuando. Isso é bem normal em minha vida. Na escola me chamam de muitas coisas: estranha, gorda, baixa, nojenta, pobre... Falam também de meu cabelo (qual o problema de ter o cabelo longo?), das minhas roupas surradas e principalmente das marcas que tenho em meus braços. Não sei o que são, não sei onde as consegui, não sei como tirá-las.
Enfim, eu estava chegando ao refeitório para almoçar quando Simon veio em minha direção correndo e gritando algo. Como sempre ignorei-o. Nunca tive paciência com pessoas em geral.
Entrei no refeitório e fui em direção a fila do almoço. Pulei a parte da comida e fui em direção aos sucos. Peguei quatro caixas de suco de uva e fui me sentar em uma mesa no em uma mesa vazia. Suco de uva me deixa relaxada.
Simon sentou na mesma mesa que eu com um prato cheio de salada na mão, enquanto eu começava a tomar meu primeiro suco.
_Você não vai comer?_Perguntou ele.
_Você não é cego, é? Estou comendo._Respondi e terminei de beber a primeira caixa.
Ele ficou em silêncio por um bom tempo depois disso. Não era minha intenção ser grossa. Só estava cansada daquele garoto tentando ser meu amigo. Não tenho amigos. Gosto de ficar sozinha.
_Olha Simon, me desculpa okay. Eu não devia... _Parei de falar. O professor de educação física, Sr. Karlton, parou em nossa mesa e me olhou fixamente.
_Srta. Stark, será que poderia fazer a gentileza de me acompanhar até minha sala, por favor?_Disse ele._Tenho algo a lhe dizer.
O Sr. Karlton é um cara de mais ou menos 40 anos, ele sempre usa o mesmo tipo de roupa: camisa branca, calça preta e jaqueta esportiva azul marinho. Ele é bem chato. E às vezes acho que vejo um olhar mal vindo dele, mas ignoro.
_Claro, senhor._Falo e me levanto.
_Ãnn... Arya..._Simon começa a dizer, mas o professor laça-lhe um olhar cortante que diz claramente para ele não se intrometer.
_Tá tudo bem, Simon. A gente se ver depois._Digo pra tranqüilizá-lo.
Ele apenas se levanta e sai correndo do refeitório.
E eu? Eu sigo o professor. Talvez não seja nada demais. Talvez seja.
Se eu soubesse que seria atacada naquele dia, teria voltado correndo pra casa.
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Re: Escoltas: O Sátiro encontra um campista

Mensagem por Atlas Pecis em Seg Out 28, 2013 2:28 pm

Acordo com a sensação de que algo está me observando. Abro os olhos devagar, e com um simples movimento circular com a cabeça, olho pelo meu quarto à procura de algo, ou alguém. Não vejo nada, somente minhas prateleiras, repletas de livros, meu notebook em cima da escrivania. Minha mochila de escola, jogada em um canto do quarto, e meu armário aos pés de minha cama.
Odeio ter essa sensação, ainda mais quando estou acordando. Mas o pior, que está ficando cada vez mais frequente. As vezes estou lendo um livro, quando um frio sobe pela minha espinha, e tenho a horrível sensação de estar sendo observado. E como sempre, olho por todo o local, e não encontro nada.
Deixo minha cabeça cair no travesseiro, e com grande esforço, levo meu braço até onde eu consiga enxergar meu relógio. São seis da manhã, tenho que me levantar, o horário que pego em meu colégio é às sete.
Me levanto, e recomeço minha rotina: Vou ao banheiro, escovo os dentes, lavo o rosto, e tomo um banho. Quando termino, vou para meu quarto me vestir. Ouço um barulho, deve ser meus pais na sala, eles já estão acordados.
Olho para o relógio, já são seis e meia, estou atrasado. Coloco o casaco, pego minha mochila no chão, e desço as escadas, vou para sala. Quando chego lá, meu pai está em frente a TV, onde diz:
- Hoje não vou te levar. - Olho para ele, a minha maior vontade é dizer "Eu pedi alguma coisa?", mas sei que ele vai querer discutir, falar sobre respeito, e não tenho tempo para isso.
Meu pai já foi muito legal. Ele era um renomado professor, muito conhecido, mas desde que eu nasci, a carreira dele foi caindo. Com o passar dos anos ele começou a me ignorar. Passo por ele sem falar nada, e vou em direção à cozinha, onde Maggie, minha madrasta, me oferece uma maçã.
- Bom dia filho. - Ela me chama de filho, eu não gosto disso, mas nunca falei nada. Não conheci minha mãe, e meu pai nunca me fala disso, somente diz que ela é uma pessoa incrível.
- Dia. - Pego a maça de sua mão, e aviso que estou indo.
Meu colégio não é muito longe, mas vou andando devagar. Antes de sair de casa, vou até os fundos de minha casa e falo com Anúbis, meu cachorro. Ele é um Galgo, de cor palha. Dei esse nome pelo Deus Anúbis, Deus Chacal da mitologia egípcia.
- Olá garoto. - Me agacho, e passo a mãe entre suas orelhas. Quando me viro para ir embora, deixo, "acidentalmente", a porta dos fundos aberta. Meu pai odeia Anúbis passeando pela casa, ainda mais quando eu disse que Anúbis era um Deus da morte no antigo egito.
Ah, me desculpe, ainda não me apresentei! Olá, meu nome é Atlas Pecis, tenho 15 anos. Sou alto, moreno, olhos cinzas. Moro em São Francisco.
Enquanto desço a rua em direção ao meu colégio, a sensação de estar sendo observado volta. Estou cansado disso, então ignoro. Continuo andando. Quando já consigo ver a entrada de meu colégio, ouço um sinal tocando.
Paro de andar, e entro em um café. Sento-me, e peço um capuccino. Odeio chegar atrasado. Ainda mais hoje que é aula de história, e a professora adora ficar falando dos alunos que chegam atrasados.
Sou muito inteligente, e geralmente não comento minhas notas. Não sou um nerd, que presta atenção nas aulas, somente sei a matéria. Enquanto espero minha bebida, vou ler meu livro novo. Abro a mochila, em busca da capa azul com um desenho de chamas laranjas avermelhadas. Quando acho, tenho um vislumbre de alguém vindo em minha direção.
Ao olhar, vejo Noah, um de meus amigos. Ele é muito estranho. Sempre age diferente, desconfiando de todos à sua volta, e usa muletas para andar. É o único que sabe minhas notas. Mas da minha vida pessoal, ele não sabe praticamente nada, sou muito reservado.
- Oi Atlas.
- Oi. - Olho para Noah. Seu cabelo é mais enrolado que o meu, um pouco mais bronzeado, e com a mesma calça jeans de sempre.
- Você não vai para aula não?
- E aguentar a Sr. Jenn reclamando do atraso? Não,obrigado. - Ele sorriu, e sentou ao meu lado.
Quando meu capuccino chegou, eu já estava quase acabando o livro. Eu tinha começado a lê-lo hoje. Mas quando eu ia comer, Noah me cutucou com os pés. Olhei para ele, e ele apontou de leve para a esquerda. Disfarcei, virando devagar, e avistei Leslie.
Leslie é uma estagiária de história. Ela vem somente às segundas, e sempre é pontual. Mas hoje está atrasada. Eu e Noah sempre evitamos ela. Na verdade, Noah evita praticamente todo mundo, somente me tem como amigo. Eu sou bem simpático, mas as pessoas geralmente não gostam da minha sinceridade, então prefiro ter sempre um livro como amigo. Mas mesmo assim. Leslie sempre vinha às aulas de história, e chegava antes dos alunos. Quando começávamos à entrar na sala, ela ficava na porta, vendo cada um que entrava, como se fosse uma guarda.
Percebo que estou olhando fixamente para ela. Vejo que a estagiária olha em sua volta, procurando alguém. Paro de olhá-la, e volto-me para Noah:
- Não olha para ela, pode atrair sua atenção. - Tarde demais. Noah está muito assusta, tremendo, e não conseguia desviar seu olhar.
- Eeela... eestá...vii..ndo... - A voz dele tremia tanto, que parecia um bode balindo.
- O que vocês estão fazendo aqui? - Ouço uma voz conhecida. Viro-me, e encaro Leslie. Penso rapidamente em uma resposta. Normalmente sempre tenho uma desculpa, e consigo me safar. Sou muito bom em manipular as pessoas, mas Leslie não parece o tipo de pessoa que se deixa ser manipulada fácil.
- Olá, Srt. Leslie. Hoje não tem os primeiros tempo. A Sra. Jenn está com problemas na família. - A estagiária me olha desconfiada. Vejo que está usando a mesma roupa de sempre, uma blusa social preta, e uma calça jeans azul escura. Trazia em seu ombro sua bolsa, feita de couro marrom.
- Mas não me avisaram que hoje eu não precisava vir.
- Ah, não se preocupe. Foi a mesma coisa comigo. Podiam ligar e avisar que os dois primeiros tempos estão vagos hoje não é? Mas somente soube quando encontrei Noah. - Noah me olhava fixamente, sem saber o que fazer. - Ele ele disse que a Sra. Jenn faltou. - Leslie olhou para Noah, esperando uma confirmação. Levanto uma sobrancelha, esperando ele confirmar.
- É... a... Sra. Jeen - Ele baliu novamente ao pronunciar "Jenn" - Ela não veio hoje.
- Por quê? - Leslie começou a desconfiar.
- Como eu lhe disse, não sabemos. Ela somente disse para a direção da escola que estava com problemas familiares, e que não vinha. Me desculpe se não temos mais informações, mas não posso fazer nada mais por você. - Ela me fitou com o olhar, e falou:
- Ok. Vou na secretaria da escola saber mais. - Noah olhou para mim, e Leslie virou-se, indo para a escola.
- Pelo menos ela não nos levou. - Digo olhando para Noah.
- Atlas, isso não é uma brincadeira, estou com um mal pressentimento. Me faz um favor? Sabe aquela praça perto daqui? - Concordo com a cabeça. Noah está muito nervoso, vejo em seu olhar. - Me encontre lá. Somente não vá para casa, e definitivamente nem para a escola. Me encontre na praça. - Ao dizer isso, ele se levanta, e sai correndo com suas muletas. Não olho por onde ele vai, somente coloco meus pensamentos em ordem, e com a mochila e meu livro nas mãos, me levanto, indo em direção à praça.
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Mensagem por Perséfone em Ter Out 29, 2013 5:39 pm

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Re: Escoltas: O Sátiro encontra um campista

Mensagem por annabety123 em Sex Nov 15, 2013 7:25 am

Não há muito tempo para explicar o que ou quem sou agora. Vou me dar uma descrição breve:
Me chamo Annabety, olhos castanhos claro, cabelo loiro e cacheado, corpo normal, tenho 15 anos, pele branca, quando estou estudando ou passeando em museus me sinto livre espontania, e quando leio a isso sim me deixa na paz eterna parece que entro em outro mundo um só meu, também gosto de ficar ao ar livre com meus amigos apesar de só ter dois e meu irmão, sou órfã não faço a minima de quem é meu pai ou minha mãe de verdade, moro com meu irmão e meus pais adotivos minha mãe adotiva ama a mim e ao meu irmão, já com nosso pai é diferente.
Esse é meu irmão Davi:





Essa sou eu :



Meu melhor amigo se chama Thiago ele é louco por calças e boné, ele é muito certinho quando eu e meu irmão fazemos coisas perigosas (é coisas perigosas mesmo, por exemplo pular de um penhasco já quebrei a perna por isso). Minha vida ERA normal até a semana passada.Eu, meu irmão e Thiago esta vamos passeando pelo museu e de repente nos damos com meu professor de música, ele vivi de implicancia comigo diz que sou burra que nunca vou aprender a cantar ou tocar qualquer instrumento. Mas ele tinha que nos chamar para ficar com ele, paramos em um corredor Thiago tinha sumido, estava só eu e meu irmão e de repente o professor vira sei lá o que  e tenta nos atacar (juro nunca mais entrar em sala de música) meu irmão me puxa e saimos correndo museu meu professor não nos seguiu, mas desse dia em diante nunca mais vi Thiago e todo santo dia algo que não sei explicar nos ataca .

                               SOCORRO eu e meu irmão corremos perigo constante!!!!!!!!
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Re: Escoltas: O Sátiro encontra um campista

Mensagem por amandagodoy em Qua Nov 27, 2013 5:22 pm

oi,me chamo amanda e tenho 11 anos ,tenho cabelos pretos e sou morena clara,na minha sala tem uma barraqueira chamada mariana morais que é uma karpoi com cabelo de hippie,que matei com minha tesoura com a ajuda de meu amigo rafael bezerra . Meu irmão é mais novo (mas pode se dizer que sou mais bonita) e minha mãe é linda.

essa sou eu :



esse é meu irmão chamado Miguel :



Uma semana atrás fui atacada por essa minha "inimiga" chamada Mariana Morais, estava no shopping center com meu irmão e meu melhor amigo e do nada vi Mariana Morais comprando fraldas e fui falar com ela, mas ela não respondeu e nos chamou para passear e fomos com ela. Quando entramos em um corredor ela se transformou em um monstro e nos atacou, golpeei e chutei sua cara,atacamos por todos os lados e a matamos. Mas quando vi direito meu amigo tinha sumido, e só ficou eu e meu irmão esta vamos machucados.


SOCORRO CORREMOS PERIGO TODOS OS DIAS





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Re: Escoltas: O Sátiro encontra um campista

Mensagem por Mattia Vennefico em Qui Jun 26, 2014 11:31 pm

     Acordo com meu despertador tocando alto. Levanto-me e tomo um banho. Depois de terminar de me arrumar, como uma tigela de cereal e saio para a escola. Meu pai já foi ao trabalho. Minha relação com meu pai é um tanto complicada. Ele não é um pai ruim, longe disso. Ele nunca fez nada de mal comigo e sempre me deu o que comer e vestir. Mas ele nunca havia me dado atenção suficiente, sempre ocupado com seu emprego. Bom, minha mãe havia nos deixado quando eu ainda era um bebê, ele teve de me criar sozinho, então é justificável. Mesmo assim, sempre achei q ele não estava presente suficiente. Talvez fosse só a puberdade falando, não sei.
      Sempre tive uma vida um pouco fora do normal. Nunca me meti em encrencas, mas já me aconteceram coisas bem estranhas. Um dia eu vi um homem esquisito com uma cabeça de touro num passeio da escola, mas ninguém acreditou em mim. Bom, tenho que admitir q é um pouco difícil de acreditar, mas tenho certeza q ele tinha uma cabeça de touro! Um outro dia eu e uns amigos fomos acampar, quando um lobo passou pelo nosso acampamento, e ele falou comigo! Novamente todos acharam que eu era maluco...
     Depois de andar um pouco, chego à escola e vou direto para a sala da minha primeira aula, História. Eu honestamente gosto de história, mas gostaria ainda mais senão fosse pelo meu professor, Sr. Wilson. Ele era certamente o pior professor da escola. Além de não saber ensinar, ele era desnecessariamente rigoroso e os seus testes sempre eram extremamente difíceis. Apesar disso, geralmente consigo ficar na média, mesmo com meu TDAH.
     Logo depois de eu me sentar, minha amiga Charlotte se senta ao meu lado.
     ─ Bom dia, Matt! ─ ela diz, bagunçando meu cabelo castanho.
     ─ Ugh, por que você sempre faz isso ─ resmungo eu, tentando pôr-lo de volta no lugar.
     ─Você sabe o que aconteceu com o Aron? ─ ela indaga ignorando minha pergunta.
     Eu respondo sacudindo a cabeça. Aron é nosso melhor amigo e esse já é o segundo dia que ele falta, sendo q é muito raro ele faltar.
     ─ Talvez ele esteja doente? ─ eu ofereço
Nesse momento o professor entra e começa a chamada.
     ─ Aron Dakota Smith?
     ─ Faltou ─ digo eu.
     O professor chama mais alguns nomes até que chega minha vez.
     ─ Mattia Antanio Vennefico?
     ─Presente ─ digo eu.

-----------------------------------------------------------------------------------------------

     ─ Uau, essa aula foi insuportável! ─ exclama Charlotte quando termina a aula.
     ─ Sr. Vennefico, você poderia ficar na minha sala por um momento? ─ pergunta o Sr. Wilson assim que me levanto.
     ─ Mas agora eu tenho aula de matemática. ─ respondo eu, confuso com o pedido.
     ─ Não vai demorar muito e eu escrevo um bilhete para a Sra. Abbot explicando seu atraso.
     ─ Tudo bem então... ─ digo eu incerto. Charlotte olha preocupada pra mim por um momento antes de sair e me deixar sozinho com o professor.
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Re: Escoltas: O Sátiro encontra um campista

Mensagem por Dorothëa em Ter Jul 01, 2014 8:32 am

Meu nome é Dorothëa di Dupreau, ou apenas Dor para os (inimigos) mais íntimos. Fisicamente, sou bastante comum. Tenho 15 anos de idade, estatura mediana, corpo esbelto, pele clara e perolada. O cabelo negro azulado liso, longo e farto, e o rosto magro e de uma beleza exótica, me tornam uma garota estranhamente interessante.

Emocionalmente, sou um fiasco. O relacionamento quase inexistente com Diana (que, a propósito, é minha mãe) me amadureceu desde cedo e, com a responsabilidade de cuidar da minha própria vida, veio a solidão. Mas ser solitária nunca foi um problema. Acho que algo dentro de mim até aprecia o vazio. Tanto que, um dia, esse prazer me preocupou. Já hoje, é reconfortante.

Diana di Dupreau é uma famosa e bem sucedida proprietária de uma joalheria e também é designer de joias. Mas na função de mãe é uma enorme decepção.

Diana e eu somos muito parecidas. Até mesmo eu concordo que a semelhança é indiscutível. E, francamente, eu adoraria ter sua aparência quando atingisse aquela (muito avançada) idade. De qualquer forma, nunca nos entendemos muito bem. Desde muito cedo eu era vítima de acusações que, primeiro, nunca entendi, e segundo, nunca fiz. Cansei de ouvir frases como “Você nem devia estar aqui”, “Por sua culpa eu abri mão de uma vida bem melhor, pirralha”, “Como eu queria que você sumisse, garota” e etc. Até que nunca foi muito difícil lidar com tudo isso, mas tem vezes que são mais irritantes que outras.

Eu costumava sair de casa quando isso acontecia, mas confesso que sempre fiquei muito receosa em ficar muito tempo fora. Nada de medo de assaltos ou de gente estranha, afinal de contas (eu esqueci de comentar), moro num duplex em Nova York e é possível que a cidade seja, no mundo todo, o lugar onde tem mais roubos e esquisitices por metro quadrado.

Parecia que toda vez que eu deixava os portões do nosso condomínio sozinha, eu era assombrada por bizarrices. Desde a infância, já vi senhoras com caudas pontudas, quatro olhos (literalmente) ou a pele verde, garotos que pareciam ter cascos ao invés de pés, antenas no meio dos cabelos ou línguas bifurcadas, homens cujos dentes eram grandes e afiados demais, as mãos com o dobro de dedos que seria o certo se ter ou algum bicho de estimação que mais parecia um dragão peludo do que um cachorro. Uma vez, quando fui ao café da esquina, a atendente tinha nas costas de ambas as mãos, a tatuagem de uma boca. Até ai, tudo “normal”. Mas quando reparei melhor, vi que uma delas abriu um enorme sorriso, enquanto a outra lambia os beiços parecendo faminta. Quando a atendente virou as costas, deixei o dinheiro na mesa e sai com mais pressa do que manda a etiqueta.

Pode ser fruto da minha imaginação, é claro. Eu sou diagnosticada com TDAH. Sei que isso não me torna biruta, mas também não me deixa mais sã. Por isso, não descarto a ideia de “ter criado um mundo alternativo cheio de estranhas fantasias só para suprir a minha sensação de falta de afeto” (palavras do meu analista), pois é a única resposta clara e sensata. Mas algo dentro de mim diz que o poço é muito mais fundo do que eu quero acreditar.

Agora, vamos voltar ao fato de ter TDAH. Graças a essa belezinha, nunca frequentei uma escola na minha vida. Diana preferia contratar professores particulares para mim. Fiz muitos deles correrem, é claro. Lembro que quando eu tinha 8 anos, não sei como, fiz o cabelo da Madame Nora pegar fogo. Não era um fogo “convencional”. Ele era azul. Eu só vi esse efeito muito tempo depois, em um filme ridículo chamado “Crepúsculo”, que fez muito sucesso há alguns anos. Ela saiu correndo, dizendo que eu era “filha do demônio”. Que péssimo xingamento.
Depois de muitos professores e muitos problemas, minha mãe parece finalmente ter encontrado um à altura das minhas expectativas. Professor Wooden, ou Pablo, como ele prefere, é meu instrutor há 2 anos. Não perde tempo com livros ou filmes educativos. Ele parece compreender perfeitamente como funciona minha TDAH e trabalha em volta dela, não em cima dela. Faz várias atividades divertidas, mas inteligentes. Enigmáticas, mas empolgantes. Nenhuma vez nos sentamos a mesa para estudar.

Pablo é jovem, eu acho. Não deve ter mais do que 25 anos. É grande, um pouco musculoso e possui traços latinos fortíssimos, mas nasceu no Texas. Anda sempre muito bem vestido, mas nada elegante. Sua marca registrada é o chapéu Fedora, que casa muito bem com as camisas de flanela, as polos, as camisetas listradas... Só peca um pouco nas calças, que são muito folgadas, e nos sapatos, que sempre fazem aqueles “tocs” chatos como se fossem um par de saltos. Na infância, Pablo foi atropelado por um carro e teve de passar por diversas cirurgias nos joelhos. Andava de um jeito diferente, e de vez em quando usava uma bengala para se apoiar, mas nada que pudesse embaraça-lo. Ele parecia se divertir com sua deficiência e eu adoro isso.

E, o melhor: ele também não se dava bem com Diana.

Isso não é legal? É, com certeza! Mas é muito estranho. Já vi Diana se livrar dos empregados por muito menos. Ela jamais demonstrou fraqueza, mas sinto que de alguma maneira ela o teme. O porquê, eu nunca questionei. Nem Diana, nem Pablo. O que quer que houvesse entre os dois, só tornava meu professor ainda mais bacana.

Até as coisas ficarem muito, muito estranhas.

Certa manhã, Pablo veio até nossa casa trazendo algumas malas. Eu o olhei com a sobrancelha levantada, inquisidora, e ele disse que minha mãe o pediu para fazer um trabalho integral comigo, o que incluía sua presença na casa praticamente o dia todo. Por um lado, fiquei feliz, porque Era Pablo, o único ser humano com quem eu me dei bem na vida. Por outro, pensei que minha mãe estivesse pensando que eu era uma incapaz e que precisava de uma babá andando comigo de um lado pro outro 24h por dia.

Quando minha expressão mudou de alegre para curiosa, minha mãe fez questão de marcar com fogo uma interrogação no meu cérebro. Ela surgiu na sala, já vestida e pronta para sair, quando estacou ao ver malas do Pablo. Ela largou sua bolsa no sofá e foi gritando até ele, perguntando o que ele estava fazendo ali com aquelas bugigangas. Ele, muito calmamente, disse: “A senhora se esqueceu, Ms. Dupreau? A senhora mesma requisitou minha presença integral para poder avançar com os estudos da pequena Doroth (só ele poderia me chamar assim). Eu agradeço o convite, muito obrigado”. Acho que se Diana tivesse laser nos olhos, Pablo teria virado cinzas antes de terminar a primeira frase. Ela bufou, mas pegou sua bolsa e saiu batendo a porta. Não sem antes dar um gritinho histérico no corredor.

Pablo virou para mim e sorriu nervosamente. “O sorriso de quem tem medo”, foi o que me veio à cabeça. O jogo mudou. Aparentemente, o poder das peças se inverteu.

Naquela mesma noite, pouco antes do horário do jantar, fui até meu quarto jogar computador. Estava viciada em um game online chamado League of Legends, cheio de personagens míticos e poderosos. Quando me dei conta, eu já estava jogando haviam 4 horas e só depois percebi que estava faminta. Indo até a cozinha, ouvi alguns ruídos vindo do escritório de Diana. Como era muito tarde pra ser uma visita, deduzi que fosse Pablo quem estivesse com ela, então decidi me aproximar da porta e escutar a conversa:

"...não encostará um dedo nela, monstro!" Ouvi Pablo ameaçar com a voz baixa.
"Acha que se eu pudesse eu já não o teria feito, cabritinho?" Diana respondeu.
"O que quer com ela? Boa coisa não pode se esperar da sua espécie..."
"Cuidado com a língua, sátiro, senão eu arranco um dos seus chifres e o faço descer pela sua garganta."
"Os deuses sabem que eu te farejei de longe."
"E mesmo assim não fugiu. Por quê?"
"Ela precisa da minha ajuda e..."
"Ela sempre precisou, desde quando era só um pedaço de carne enrolado em um pano" Interrompeu Diana "Diga, sátiro. Se você pode me farejar também, certamente já sentiu o cheiro da garota. Sabe quem ela é de verdade."
"Talvez... E mesmo assim, ainda precisa de mim e do acampamento" Respondeu Pablo "Agora, me diga, o que você fez à mãe dessa garota?"
"Eu?!" Disse, surpresa e divertida "Vocês sátiros não são conhecidos pela inteligência, não? Não fiz absolutamente nada, é claro. Minha senhora foi quem fez. A mãe dessa criança, se ainda estiver viva, deve estar em algum calabouço escuro, úmido e cheirando a morte, por aí. Eu só estou incumbida de uma missão. Vigiar a bastarda."
"Sua senhora? Quem é afinal..." Perguntou em tom interrogativo, mas pelo visto ele mesmo respondeu mentalmente "Pelos deuses, ela sabe dessa criança?"
"Claro que sabe. Diferente do que pensam, ela não é a última a saber"
"Eu preciso levar a garota, monstro. Não posso deixa-la mais um minuto aqui. Quanto mais tarde fica, menos ela está preparada para o que está por vir."
"É esse o propósito. Deixar que ela envelheça o bastante para que seu cheiro possa impregnar o focinho de todas as criaturas em um raio de mil quilômetros."
"Isso é cruel!"
"Isso é divertido para minha rainha."
"Eu vou leva-la agora mesmo. Você não pode me impedir" Anunciou Pablo.
"Na realidade, eu posso. Fiquei surpresa com a vinda de um sátiro da sua idade e, quando você disse vir em nome do Conselho Olimpiano, confesso que quase acreditei. Quase. Hoje mesmo eu conversei com minha senhora para relatar o seu abuso de se esgueirar pra dentro da minha casa e, bem, depois de quase ter tido a cabeça arrancada, minha rainha disse que o Conselho Olimpiano não havia enviado ninguém. E me lembrou que eles não interferem nos assuntos de sua prole."
"Eu tenho uma carta assinada pelo próprio Sr. D e...."
"Um pedaço de papel não o protegerá quando minhas garras atravessarem seu coração, sátiro. Principalmente um pedaço de papel com uma assinatura falsificada. Agora, eis uma proposta. Vá embora, corra o mais rápido que puder para 'aquilo' que você chama de lar e traga mais alguns amigos. Assim, minha senhora ficará satisfeita em culpar o seu valioso acampamento pela morte da bastarda do seu marido. Tenho certeza que o Rei do Submundo responderá ao incidente com sua filha de forma... Honrosa."

Minhas pernas tremiam. Que porcaria de conversa foi essa?! Mas eu não tinha muito tempo para pensar no assunto aquele momento e, no instante exato em que Pablo deixou o escritório, eu havia me esgueirado para dentro da sala de jantar e me escondido embaixo da mesa. Depois de uma hora, quando achei que Diana não podia mais me ouvir, voltei até o meu quarto. A fome já havia sido esquecida e o que doía no meu estômago era a inquietação. Mal dormi a noite inteira pensando no que havia ouvido. Abri o Google e procurei por “sátiro”, que é uma criatura da mitologia grega, metade homem e metade bode. Pensar em Pablo como um era até engraçado, se não fosse trágico. E também procurei por “Rei do Submundo”. Além de aparecer como resultado as fotos do capeta, tinha também um deus grego chamado Hades. Será que eles estavam usando codinomes? Eu já tinha visto em vários filmes coisas do gênero, por exemplo “Alfa chamando Beta, responda”. Quando finalmente consegui cochilar, eram quase 6h da manhã. Acordei as 8h.

Quando fui até a cozinha, Diana já estava sentada na sua cadeira, lendo um jornal de tomando o seu café preto. Sentei ao seu lado, vendo que o café da manhã era para apenas duas pessoas. Eu não podia alertá-la que eu sabia sobre a discussão de ontem e muito menos que ele havia ido embora, portanto, perguntei, fingindo curiosidade:

"Diana, onde está o Pablo?"
"Perdão. Quem?" Disse, aparentando confusão.
"O Pablo. Ele não vai tomar café?"
"Não, o nome eu entendi" Respondeu, parecendo preocupado "Mas quem é Pablo, Dorothëa?"


Última edição por Dorothëa em Qui Jul 03, 2014 9:08 am, editado 1 vez(es)
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Re: Escoltas: O Sátiro encontra um campista

Mensagem por Neptune Heartcliff em Qua Jul 02, 2014 7:57 pm

As vezes eu me lembro da forma mais difícil que jamais poderei esperar por um colo de mãe, ou até mesmo uma reclamação de meu pai ou coisa do tipo. Embora apenas minha mãe tenha morrido, meu pai também se encontrava ausente de minha vida desde meus quatro anos, me deixando nas mãos de uma babá. Se já não bastasse ter crescido sozinha dentro de casa, ele me mandava para um internato assim que fiz sete anos, assim me mantendo longe dele. Embora eu não gostasse muito de estar naquela escola, eu havia comigo uma amiga quase que inseparável.
- Ei, que está escrevendo? - Perguntava ela num sussurro, colocando seu corpo para trás curvado, enquanto eu me apressava e escondia meu caderno de desenho e colocava meu caderno de matemática na frente.
- Está ficando louca? - Sussurrei de volta, fingindo estar prestando atenção no que a professora repetia pela terceira vez. - Ainda vai me ferrar sabia? A professora já parece querer me matar com os olhos e você ainda fica chamando atenção!
Kira, minha melhor amiga, tinha chamado muita atenção para nós duas, então achei melhor esquecer de desenhar aquele monstro que tinha visto em meus sonhos. Revia meus cálculos novamente, apenas para ter certeza de não dar direito da professora me corrigir, e logo a professora errava o conceito de uma coisa tão simples que me fez rir um pouco alto, a fazendo olhar em minha direção.
- Algo a incomoda Srtª. Hearticliff?
A professora caminhava pela sala, pisando tão forte que o som dos seus saltos ecoavam pela sala de aula inteira, quase como se estivesse contando o tempo para minha sentença, mas isso iria me parar? Duvidava muito.
- Bem.. Embora eu não goste muito de participar das suas aulas por ter um nível de intelectualidade baixo demais, tenho o dever de corrigir para que não ensine a minhas colegas de sala de forma errônea - Enquanto eu falava, me levantei da carteira e fiquei de cara a cara com a professora, a velha Srª. Harper. - Mesmo eu tendo apenas 13 anos de idade sei que essa formula está errada, enquanto uma velha como a senhora de quase 60 anos - Mentira, ela deveria ter uns 30 anos no máximo - Não sabe que a formula de bhaskara não é ax4 + bx + c = 0 e sim ax2 + bx + c = 0.
Não que eu gostasse de tirar a autoridade de professor que ela tinha, mas enquanto ela gostava de me provocar eu gostava de demonstrar que era mais inteligente que ela. O sinal tocou, e assim fiquei livre dela. Kira, minha melhor e mais louca amiga, segurava minha mão e me puxava para fora de lá, com um sorriso no rosto, mas que logo desapareceu.
Ei... - Perguntava enquanto largava minha mão e dava dois passos para frente ficando de costas para mim - Eu vou ficar fora daqui pelo menos por amanhã... Você aguenta ficar aqui sozinha?
Não era como se estivesse esperando minha resposta ser negativa ou positiva, era como se ela estivesse com medo de sair do local e me deixar lá, o que não era normal. Sorri fingindo estar feliz, e logo mostrei minha mão com o polegar para cima, afinal, ela não precisava ter medo de me deixar sozinha naquele internato. 
- Kira, relaxa - Falei enquanto abraçava ela - Não é como se fosse o fim de mundo. Ok... Vou ficar sozinha repleta de livros ao meu redor, mas nada demais, não é?
As aulas de sexta-feira tinha terminado, Kira tinha me pedido ajuda para terminar de arrumar a bolsa que levaria pro fim de semana com os pais e logo que terminou me levou até o quarto. Quando acordei, senti a vontade de nem sair da cama, como se eu soubesse que seria um péssimo dia. Suspirei e logo me levantava, colocando minha camisa rosa choque e uma saia preta, saindo do dormitório.
- Sabe bem que camisas de cores alegres não são permitidas não é Srtª?
Falava a mulher com a voz que eu conhecia tão bem. Mas o fato de eu reconhecer a voz da Sra. Harper não me surpreendia, mas sim a ideia dela estar atrás de mim, afinal, estávamos no corredor que dava para o pátio principal, e por ser longo não tinha como alguém aparecer tão rápido atrás de mim. Me virei para vê-la, mas ao ver o riso maldoso em seu rosto, comecei a correr. Esperava conseguir sobreviver a aquele terror enquanto Kira não chegava para me ajudar.

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